segunda-feira, 24 de junho de 2013

Nem todos os traços por onde passamos são os melhor, ninguém é obrigado no dia-a-dia a ser uma constante como se de uma equação matemática se trata-se. As pessoas, têm altos e baixos, dias bons e dias maus, mas nem tudo pode ser linearmente aceite, também há derivadas no mundo real.
Cada vez me convenço mais que ser e dar tudo por alguém jamais é o correcto, porque num dia tudo é perfeito e ao mínimo deslize o passado deixa de contar como argumento válido. Não é justo, mas também me ensinaram que a vida é uma constante de injustiças. Agora o que resta fazer é esquecer, esquecer com as coisas boas e vivendo coisas melhores.

Enrola, enrola, enrola, pode ser que um dia desenroles.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Tanto se fala de liberdade mas nem toda a gente é livre. Hoje sinto-me presa, no passado e no presente e jamais saberei sair deste pesadelo.As minhas opções presseguem-me para sempre e nem sempre são boas de serem recordadas, há tempo para tudo, para viver e para esquecer. A minha questão é saber como se esquece, como se larga tudo e se encontra uma nova posição de vida. 

Hoje percebi que a liberdade tem de nascer de dentro de nós. Serei eu capaz disso?

sábado, 17 de novembro de 2012

 
E se pensares que não és nada neste mundo e podes desaparecer a qualquer momento? E se no que acreditas diariamente afinal não existir? E se todo o esforço pelo qual lutas não valer a pena mais tarde? 
E se? A vida é feita de "ses" uns que correm bem e outros que correm mal. Afinal ningém faz nada com certezas, a realidade é esta.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A atenção é uma coisa que nasce connosco, ou se nasce com esse dom ou nunca o conseguimos ter. Francamente, até acho que fui uma privilegiada nesse aspecto, mas nem sempre é o suficiente. As vezes há coisas que me passam ao lado, tão ao lado que quando dou por mim já estão tão perto que chega a entrar em colapso a minha mente com o meu coração. Chamo-lhe muito nomes, dou muitas voltas e lá consigo entrar em consenso com os dois. Não é fácil.

Actualmente, como se costuma dizer, ando com um olho no burro e outro no cavalo, e isso até se torna engraçado.

sábado, 21 de abril de 2012



Eu. Eu não tenho olhos claros, não tenho uma cor de cabelo fora do comum, não sou muito alta nem muito menos muito magra. Eu intitulo-me pelo um nome vulgar, um nome ao qual uns milhões de pessoas também são chamadas. Eu sou como os outros, tenho dois olhos, duas mãos, duas pernas, e por aí em diante. Eu não sou nada mais que alguém banal, sou teimosa, espontânea e por vezes até mal criada. Eu tenho defeitos, qualidades, dias bons e dias maus. Eu tenho um pouco de tudo, do bom e do mau, mas gosto. Eu gosto de mim e tenho auto-estima, não é narcisismo, é auto-estima. Eu sou mulher, e isso basta!

Eu as vezes também tenho um coração, embora um pouco escondido mas ele está la. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012


Quando o cansaço começar a torna-se excessivo deixam de haver acções que nos tornam verdadeiramente felizes. Os melhores momentos das nossas vidas deixam de ser algo que nos levanta para cima e passam a ser meras fases por onde passámos. 
O fim torna-se cada vez mais credível mas mesmo assim é preciso esforço e dedicação. Às vezes não é preciso mesmo muito para isso, mas a saturação é tão grande, que só queremos desistir e mandar tudo a merda. Sim, a merda... Merda é uma palavra um pouco rude para descrever os meus objectivos mas também a mais semelhante a eles. Estarei a ser um pouco precipitada, se calhar.
Por falar em precipitação, já estava na idade de começar a ter mais calma e fazer as coisas mais devagar... O tempo agora voa, passa por aqui e por ali e daqui a nada já não vou mais ser esta menininha que tanto ando a gostar de ser. Na verdade contradigo-me, ou melhor estou sempre em contradição. Acho que já nasci a contradizer-me.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Nem sabes bem onde pertences, aliás nunca soubes-te. Eu não sei, ainda não descobri o meu lugar verdadeiro e isso por vezes torna-me infeliz. Na verdade não sei de onde vim ao certo nem muito menos para onde vou. Custa-me um bocado pensar no futuro, sinto a ausência de alguém mas também sinto presenças demasiadamente constantes. As incógnitas acabam por se tornarem equações extremamentes difíceis de resolver e eu nem sei por onde lhe pegar.
Estou a tornar-me demasiado monótona e sem sinónimos para expressar palavras e desabafar, já se vai tornando um peso muito grande, o saco que tenho guardado. E agora como é que me livro dele? Seria uma história muito comprida para uma madrugada de 4 de Janeiro.

Na verdade, acho que não quero esvaziar o saco. Este fica para mim.