Voltas-te sempre, deitavas-te na minha cama, beijavas-me e fazíamos tudo como se tudo estivesse bem. Confiava-te a minha vida, o meu corpo... Fazias-me feliz assim como eu pensava que te fazia a ti. Era tua e pensava que eras meu.
Entranhas-te mais uma vez o teu cheiro nos meus lençóis cor-de-rosa que já tanto tinham vivido como nós. Deixas-te lá aquele perfume.
Não havia nada, não tínhamos nada, ou se calhar tínhamos tudo, ou se calhar havia tudo.
E agora? Agora, digo eu, levas-te contigo o tudo e deixas-te me com o nada.
A maquina ficou lá, as fotografias ainda lá estão, e eu quando lá chegar, talvez chorarei pelo tudo o que la passei.
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